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Venvanse (lisdexanfetamina): o guia completo que a ciência realmente confirma

  • drosieldosreis
  • 10 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura


Capa do artigo ‘Tudo sobre Venvanse’, mostrando uma pessoa focada com um cérebro iluminado e elementos científicos representando a lisdexanfetamina. Ilustração médica em tons azul claro sobre neurociência e TDAH

O que você vai aprender neste artigo

  • Como o Venvanse funciona no cérebro

  • Quando ele é indicado

  • Por que é mais seguro que outros estimulantes

  • Mitos populares (e as verdades científicas)

  • Riscos reais e quando não usar

  • Curiosidades que quase ninguém sabe

Palavra-chave principal: VenvanseSecundárias: lisdexanfetamina, TDAH, psicoestimulante, compulsão alimentar


✨ O que é o Venvanse?

O Venvanse® (lisdexanfetamina) é um medicamento aprovado pela Anvisa e pelo FDA para tratar:

  • TDAH em crianças, adolescentes e adultos

  • Compulsão alimentar moderada a grave em adultos

É recomendado por guias como:

  • ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção)

  • APA Practice Guidelines

  • UpToDate


O que diferencia o Venvanse é sua formulação:➡ Ele é um pró-fármaco, ou seja, só vira medicamento ativo depois que o organismo o metaboliza.


🧠 Como o Venvanse age no cérebro?

A lisdexanfetamina se converte em dextroanfetamina, que aumenta dois neurotransmissores essenciais para foco e autocontrole:


Dopamina → motivação, recompensa, foco intencional

Noradrenalina → atenção sustentada, organização, inibição de impulsos


Esse mecanismo melhora:

  • Concentração

  • Produtividade

  • Controle da impulsividade

  • Tempo de foco

Tudo isso com base em estudos clínicos revisados pelo FDA e UpToDate.


🔒 Por que o Venvanse tem menor risco de abuso?

Porque:

  • Não funciona se for triturado, inalado ou injetado

  • Só ativa após metabolização interna (pró-fármaco)

  • A liberação é lenta e estável por até 14h

Isso reduz o efeito de “pico”, responsável por comportamentos de abuso.


📌 Indicações aprovadas pela Anvisa


1. TDAH (todas as faixas etárias autorizadas no Brasil)

Evidência robusta mostra melhora significativa de foco, desempenho escolar e produtividade.


2. Compulsão Alimentar Moderada a Grave

Diminui:

  • Episódios compulsivos

  • Urgência alimentar

  • Perda de controle

Com eficácia demonstrada em estudos publicados no PubMed.


⚖ Venvanse vs Ritalina vs Concerta — qual a diferença?

Medicamento

Substância

Duração

Liberação

Indicação

Ritalina

Metilfenidato

3–4h

Imediata

TDAH

Concerta

Metilfenidato OROS

8–12h

Prolongada

TDAH

Venvanse

Lisdexanfetamina

10–14h

Gradual (pró-fármaco)

TDAH e compulsão alimentar

🔹 O Venvanse costuma gerar menos flutuações ao longo do dia.

🔹 O efeito é mais previsível devido ao metabolismo interno.


⚠ A verdade sobre o emagrecimento com Venvanse

Não é remédio para emagrecer.O FDA e a Anvisa deixam isso muito claro.

O que pode acontecer:

  • Menos apetite

  • Mais saciedade

Mas nem todos emagrecem, e isso não é objetivo do tratamento.


📉 Efeitos colaterais mais comuns

Com base na bula da Anvisa e no UpToDate:

Comuns

  • Boca seca

  • Insônia inicial

  • Falta de apetite

  • Dor de cabeça

Menos comuns

  • Irritabilidade

  • Aumento da frequência cardíaca

Raros (importantes)

  • Aumento da pressão

  • Risco cardíaco em pessoas predispostas

  • Piora de transtornos psiquiátricos não tratados


🚫 Quando o Venvanse NÃO deve ser usado

Contraindicações formais segundo a Anvisa:

  • Problemas cardíacos importantes

  • Hipertensão grave

  • Hipertireoidismo

  • Glaucoma

  • Uso recente de IMAOs

  • Episódio agudo de mania ou psicose


🔍 O que a ciência diz sobre dependência?

A literatura é clara:

✔ O Venvanse tem risco menor de dependência que outras anfetaminas.✔ Quando usado para TDAH, reduz o risco de abuso de substâncias no futuro.✔ Por ser pró-fármaco, não causa euforia rápida.


💡 Curiosidades que quase ninguém sabe

1. O efeito pode durar até 14h

Porque a conversão em dextroanfetamina é lenta e contínua.

2. Nem todos sentem efeito na primeira semana

A resposta depende de genética e adaptação neural.

3. O medicamento não funciona sem ativação interna

Por isso o risco de abuso é menor.


📄 Como é feita a prescrição?

O médico deve:

  1. Avaliar histórico clínico e cardiovascular

  2. Confirmar diagnóstico

  3. Escolher dose inicial (30 mg é comum)

  4. Ajustar conforme resposta

  5. Monitorar efeitos colaterais

Acompanhamento é essencial.

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